“Eis o que Epicuro, grande filósofo grego do século IV a. C., nos ensina: Se Deus existe e é bom, - dizia o argumento do orador - por que tanto sofrimento no mundo? Se Ele é todo-poderoso, resolver os problemas sociais da humanidade lhe seria muito simples. Logo, se Ele é bom, mas não pode fazer nada quanto ao problema do mundo, é razoável pensar que Deus não é todo-poderoso. Mas, se Ele pode resolver todos os problemas da raça humana e mesmo assim não o faz, deve ser por que Ele não seja bom. Logo, a que conclusão isto tudo nos leva? A de formular a idéia de que Deus não existe!
A Epicuro e seu pensamento, eu lhe atribuo meu respeito e admiração, afinal ele foi honesto em sua reflexão sobre Deus. Não há qualquer problema em usar a mente pensante que Deus nos deu, é até sabido que a usemos, porém alguns homens utilizam este paradoxo de Epicuro para sustentarem sua total descrença em Deus. Isto não é correto! Epicuro referiu-se neste paradoxo como não sendo possível em Deus existir ambos, a bondade e a onipotência. Porém, as Escrituras tanto nos fazem menção da bondade de Deus quanto da sua onipotência coexistindo em perfeita harmonia. E como podemos perceber estes elementos tão paradoxais, a princípio, sendo manifestos simultaneamente? Para respondermos a esta pergunta precisamos refletir sobre outro fator que, representa outro possível paradoxo em Deus, que quando o entendemos percebemos a harmonia que se revelam. Este paradoxo é sobre a Justiça e a Misericórdia de Deus, dois conceitos antagônicos que se unem em um episódio marcante na história, na cruz de Cristo.
O livro do Gênesis nos diz que “No princípio Deus criou o céu e a terra”... (Gênesis 1.1 nvi), pois bem, quando Deus criou a terra e os céus, criou tudo perfeito. Tendo criado o homem á “sua imagem conforme sua semelhança” (Gênesis 1.26 nvi), o homem desfrutava de intima comunhão com seu Criador, porém, creio que todos já conhecem como esta história vai terminar, não é mesmo? Com a queda do homem, toda sorte de calamidades começou a assolar a humanidade, pois como nos diz as Escrituras: “Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5.12 nvi); Logo, não foi culpa de Deus toda a maldade que vem nos assolando desde o princípio dos tempos. O homem pecador é que vem causando toda sorte de males, uns aos outros. Mas, o que Deus fez com respeito ao problema do mal? Nada? De maneira nenhuma! Eis o que aconteceu: O pecado do homem os afastou de Deus, conforme declara o profeta Isaías:
“Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá” (Isaías 59.2 nvi). De outra sorte também nos diz: “Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho” (Iasías 53.6 nvi). Desde então, Deus tem procurado se achegar mais perto do homem que criou. Porém, havia um problema: A Bíblia diz que: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23 nvi) e diz também: “a alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.4 nvi). O homem entrou num grande dilema, numa dívida para com Deus, pois, como podia Deus demonstrar misericórdia e justiça contra o homem de uma vez que sua justiça exigia que o salário fosse pago, que o transgressor morresse, e por outro lado, sua misericórdia pedia o perdão para o transgressor. E as Escrituras declaram: “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2.13 nvi). Deus não poderia satisfazer sua justiça negando, assim, sua misericórdia, da mesma forma que não poderia satisfazer sua misericórdia em detrimento de sua justiça. Deus precisava ser justo e misericordioso para com o homem pecador. Mas como?
Por méritos próprios ninguém poderá ser salvo, pois as Escrituras declaram: “porque pela prática da Lei ninguém será justificado” (Gálatas 2.16 nvi) e também diz: “Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à Lei, pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado” (Romanos 3.20 nvi). Por melhores e mais bem intencionadas que possam ser nossas obras, não é suficiente para nos garantir a nossa salvação. Ninguém pode ser considerado justo com base em sua própria justiça, pois, por melhor e mais integro que seja o homem, sua justiça, para Deus, não significa nada. As Escrituras declaram: “Somos como o impuro - todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniqüidades nos levam para longe” (Isaías 64.6 nvi).
Cristo Jesus, sendo Deus, se fez homem para morrer por nossos pecados! De sorte que se o salário do pecado é a morte, e que “sem derramamento de sangue não há perdão” (Hebreus 9.22 nvi), Cristo Jesus se entregou na cruz para pagar a dívida que nós não poderíamos pagar, Ele morreu por você e por mim! Mas, a história não para por aqui, Deus o Pai, ressuscitou a Jesus de Nazaré e hoje estou aqui para proclamar e fazer com que vocês saibam que Ele vive! Assim, Deus, em Cristo, pode tanto ser justo como misericordioso, punindo o nosso pecado em Cristo e a nós concedendo seu perdão, como bem diz as Escrituras: “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte. Porque, aquilo que a Lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da Lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Romanos 8.1-4 nvi). E em outra passagem nos diz: “Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados” (Isaías 53.4,5 nvi).
Agora, vocês podem estar se perguntando: “O que faremos então, o que precisamos fazer para recebermos o perdão? A reposta é simples: Arrependei-vos, cada um de vocês e recebam em si, o perdão dos pecados que Deus oferece de graça. Deus lhes perdoará os seus pecados e vocês então, serão salvos, pois: “Por meio dele, todo aquele que crê é justificado de todas as coisas das quais não podiam ser justificados pela Lei de Moisés” (Atos 13.39 nvi). A salvação é unicamente pela fé em Cristo Jesus, sendo um presente de graça, um favor imerecido. “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8,9 nvi). Mas, agora, voltando a questão do sofrimento universal, que tem assolado a humanidade desde os primórdios. Deus já se encarregou da questão que nos trouxe o mal á terra, cabe a nós, agora, recebermos a Cristo Jesus como o sacrifício vicário de Deus por nós. Como aquele que levou a penalidade dos nossos pecados sobre si mesmo. Fazendo isto, temos a garantia, das Escrituras, de que um dia teremos enxugados, de nossos olhos toda lágrima e viveremos em um lugar, juntos com Deus, onde não haverá mais miséria, fome ou dor. O céu para os que crerem em Cristo Jesus. Pensem comigo por um instante: “De que adiantaria Deus, resolver todos os problemas sociais da humanidade, sem modificar os corações dos homens! O evangelho de Jesus Cristo visa mudar os corações dos homens, transformá-los de dentro para fora. Ainda que Deus resolvesse todos nossos problemas, o homem pecador destruiria novamente aquilo que Deus recriou. O problema não é Deus, Ele não é o culpado, nós é que o somos. São as nossas más escolhas e administração deste mundo que o tornou como ele é hoje. Não Deus!



Eu tenho algumas perguntas e adoraria que você me respondesse. Você disse que Deus fez a terra e os céus e os fizeram perfeitos, se ele fez isso o pecado não deveria destruí-las, nos estamos acabando com o mar, a terra e a camada de ozônio por exemplo. Outra dúvida minha. Deus poderia ter feito o mundo sem o pecado, sendo onisciente e, portanto, sabendo que o homem iria pecar, ele deveria ter feito o homem sem pecado. É possível fazer escolhas sem cometer pecado.
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