sábado, 1 de janeiro de 2011

Cristãos, porém humanos.


 Textos base: Gênesis 39.2; 19-23; Eclesiastes 9.2,3.

Introdução: Todos nós, nesta nossa vida, enfrentamos problemas dos mais variados tipos. Talvez alguns agora estejam passando por grandes dificuldades e pensando consigo mesmos: “Onde está Deus agora que eu tanto preciso Dele?” É normal que passemos por dificuldades nesta vida! E passar por dificuldades independe da pessoa ser cristã ou não, a pessoa pode ser um novo convertido, já ser um cristão maduro ou mesmo nem ser um cristão. A verdade é uma só: “Todos partilham um destino comum: o justo e o ímpio, o bom e o mau o puro e o impuro, o que oferece sacrifícios e o que não os oferece. O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador; o que acontece com quem faz juramentos, acontece com quem teme fazê-los”.

Preposição: Quando estudamos e analisamos a vida de José, filho de Jacó, podemos notar que a sua vida era perfeitamente normal, como a de qualquer ser humano. O diferencial na vida de José foi unicamente uma escolha soberana da parte de Deus para um determinado propósito. Com base na vida de José, podemos destacar três verdades principais:

1.    As adversidades da vida não significam a ausência de Deus.

Abertura: A vida de José, como de tantas pessoas atualmente, foi cheia de altos e baixos, conquistas e derrotas, bênçãos e provações, porém o que mais chama a atenção na vida de José é que em todos os momentos de sua vida O SENHOR estava com José (Gn. 39.2,21,23). Muitos sãos os cristãos atuais que, ao primeiro sinal de problemas, se desesperam e perdem a fé, acreditando que Deus os desamparou. Cristãos pragmáticos que somente crêem mediante alguma experiência prática.

Pragmatismo: Conceito filosófico centrado na análise da experiência, ou seja, só se é aceito alguma verdade como sendo absoluta se ela puder ser experimentada de forma prática.

Phillip Yancey certa vez escreveu:

“Prestamos um desserviço quando falamos apenas da presença de Deus e não preparamos os outros para enfrentar os momentos em que Deus parece ausente” (Yancey citando Nouwen).

“A ausência de Deus pode representar um período de provação do qual nem o próprio Jesus escapou” – ver Mt 27.46 (Yancey).

No evangelho de S. Mateus 28.20 Jesus disse: “...eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos".

Da mesma sorte Deus promete em sua Palavra: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei" (Hebreus 13.5).

Verdade aplicável: Há momentos na caminhada de cada cristão em que Deus parece ausente, distante, inatingível. Nestes momentos devemos fazer uma autoavaliação para verificar se Deus está querendo que façamos correções em nossas vidas. Talvez não seja o caso de fazer correções, mas em momentos em que Deus parece ausente é sempre bom fazermos um autoexame para verificarmos se nossa vida está em dia com o Senhor!

·         40. Examinemos e coloquemos à prova os nossos caminhos, e depois voltemos ao Senhor (Lamentações 3.40).


2.    A presença de Deus não anula as oscilações da vida.

Um grande exemplo nos deu José que, mesmo tendo a certeza da presença de Deus em sua vida:
·         Foi vendido por seus irmãos;
·         Foi tentado pela esposa de Potifar ;
·         Por fim terminou na prisão injustamente.

Outro grande exemplo foi o patriarca Jó que, mesmo sendo um homem integro e reto e temente a Deus que se desviava do mal (Jó 1.8), também passou por oscilações em sua vida, riqueza, pobreza e riqueza novamente. A vida humana é um verdadeiro ciclo oscilante.
Existem várias maneiras de Deus moldar nosso caráter e algumas delas são muito dolorosas. Lembrando que o próprio Cristo também padeceu, (embora o mesmo não precisasse ter seu caráter moldado), precisamos nos fortalecer em nossa fé:

·         8. Embora sendo Filho (Jesus), ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu; (Hebreus 5.8 ênfase minha).

José sofreu todos estes reveses em sua vida para que tivesse seu caráter moldado por Deus a fim de levar a cabo o propósito de Deus que era a preservação dos filhos de Israel – de onde viria o Messias (Gênesis 50.20).

Verdade aplicável: Muitos são os cristãos que mascaram a verdadeira vida, acreditando que o cristão não pode passar por lutas e provações, como se isto fosse falta de fé ou de comunhão com o Pai. Vivem uma vida de ilusões, vazias por que não são honestos consigo mesmo, colocam-se como se fossem os “supercrentes”, os “intocáveis”, “inabaláveis”.
Não é anormal quando passamos por problemas:

·         12. De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos (2 Timóteo 3.12).

·         12. Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo.
·         13. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria (1 Pedro 4.12,13).

Quanto a isso o apóstolo Paulo enfatiza:

·         31. Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
·         32. Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas?
·         33. Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
·         34. Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós.
·         35. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
·         36. Como está escrito: "Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro"
·         37. Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.
·         38. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes,
·         39. nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Romanos 8.31-39).

3.    A presença de Deus não descarta a necessidade da ajuda alheia.

E para concluir precisamos entender que, mesmo contando com a presença de Deus em nossas vidas, não podemos desprezar a ajuda do próximo. No capítulo 40 versículos 14 e 15 José pede que o copeiro de Faraó se lembre dele quando este fosse posto em liberdade. José confiava em Deus, mas mesmo ele sabia que necessitava da ajuda do próximo. E mais tarde foi o mesmo copeiro quem fez menção de José ao Faraó (Gênesis 41.9-13). O próprio Cristo precisou de ajuda para carregar sua cruz (S. Mateus 27.31,32).

Verdade aplicável: Deus nos criou seres sociáveis, isto é, não fomos criados para sermos independentes um do outro. Nestes últimos dias a Igreja de Cristo tem sofrido com a desunião por parte dos próprios membros. O povo tem se tornado muito egoísta e mesquinho cada qual cuidando apenas de seu próprio interesse. É a busca frenética por bênçãos que conta hoje em dia, meu sucesso mesmo que a custa da integridade de meu irmão.

A Palavra de Deus nos declara:

·         10. Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus, tampouco quem não ama seu irmão (1 João 3.10).

·         20. Se alguém afirmar: "Eu amo a Deus", mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.
·         21. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão (1 João 4.20,21).

Conclusão: José, assim como nós, foi um homem que passou por todo tipo de situações em sua vida, sucesso, provações, calúnias, vergonha e vitórias, mas jamais deixou de crer que Deus estava com ele. E no final de sua provação Deus exaltou José a posição do governador da terra do Egito, cumprindo assim o seu eterno propósito. Problemas todos os homens passam nesta vida, quer seja bom quer seja mau, mas nós podemos ter a mesma certeza que José tinha. Esta certeza de que Deus está conosco sempre pronto a nos ajudar.

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